Mostrando postagens com marcador Jerusalém. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jerusalém. Mostrar todas as postagens

23.6.10

Divergências em Jerusalém

De Ehud Barak, 68 anos, Ministro da Defesa de Israel, sobre o projeto da prefeitura de Jerusalém de demolir 22 casas de famílias palestinas na parte oriental da cidade, anexada desde 1967: “não é a primeira vez que [as autoridades municipais] demonstram falta de bom senso e de timing” (Barak é o único ministro de centro no atual gabinete israelense, direitista).


Local onde a prefeitura de Jerusalém quer construir um parque

De Shimon Peres, 86 anos, presidente de Israel, em entrevista ao jornal Los Angeles Times:

[ sobre o declínio, que a muitos parece definitivo, do Partido Trabalhista e da esquerda israelense]

" Esse é um julgamento precipitado. Em outros países, a diferença entre esquerda e direita é econômica e social. Em Israel, tinha sido “dois Estados” [a posição da esquerda] ou “um Estado” [a posição da direita]. Acontece que a direita adotou o lema da esquerda [ apoiando um Estado palestino] e isso confundiu a diferença. De modo que a esquerda acha que venceu ideologicamente, mas não está vencendo politicamente".

E, na mesma entrevista: “Eu costumava ser o mais controvertido [líder]. Hoje, sou o mais popular. Não sei o que me fez mais feliz, realmente não sei. Gosto do confronto. Não acho que líderes devam agradar, eles devem conduzir. Ser líder não é estar por cima, ser líder é estar à frente”.

24.2.10

Museu da Tolerância em lugar sagrado islâmico continua a provocar incômodo

Mais uma pedra no caminho da iniciativa do Centro Simon Wiesenthal de construir um Museu da Tolerância em Jerusalém: o arquiteto Frank Gehry anunciou que está se retirando do projeto. Todas as referências a Gehry (cujo sobrenome era originalmente Goldberg e que foi o arquiteto do Guggenheim de Bilbao, entre outros ícones da arquitetura contemporânea) e suas imagens foram retirados do site do Centro, que tem um Museu da Tolerância em Los Angeles desde 1993.

Os adversários do projeto, avaliado em 250 milhões de dólares, esperam que a retirada seja a gota d’água que faça o Centro recuar definitivamente da polêmica construção, que muitos chamam de megalomaníaca e despropositada, ademais de ser acusada de dessacralizar um local sagrado islâmico, o cemitério Mamilla. A Corte Suprema de Israel rejeitou, em 2008, a petição contrária à obra, alegando que não haviam sido interpostas objeções quando um estacionamento fora construído em parte do antigo cemitério, em 1960.

Entre os adversários do projeto está a poderosa Conferência Central de Rabinos Americanos, grupo que representa 1.500 rabinos reformistas. Eles conclamaram o Centro a encontrar outro local para seu Museu, alegando ser no mínimo contraditório erguer um espaço pró-tolerância num pedaço de terra onde os islâmicos fazem enterros há 800 anos.

O Centro Wiesenthal argumenta que em 1920 as autoridades islâmicas de Jerusalém autorizaram a remoção de ossos do cemitério para permitir a construção do Palace Hotel, mas o argumento foi contestado com documentos pelo antigo reitor da Universidade Hebraica, Yehoshua Ben-Arieh, especialista em geografia de Jerusalém, segundo o qual o hotel foi construído ao sul dos muros do cemitério.

O professor Yehoshua Ben-Arieh diz: "Construir o museu [ sobre o cemitério islâmico ] criará uma situação irreversível que prejudicará várias gerações e será um precedente extremamente perigoso". Segundo ele, a obra tornará possível reivindicar que cemitérios judaicos em Israel e no exterior também sejam derrubados para dar lugar a prédios de propósitos diversos.