Sobreviventes de Buchenwald, campo na Alemanha liberado pelo Terceiro Exército norte-americano há 65 anos, em 11 de abril de 1945.
Um grupo chamado American Gathering of Jewish Holocaust Survivors and their Descendants [União Americana de Judeus Sobreviventes e Descendentes do Holocausto] está solicitando às autoridades do Estado de Maryland a investigação da venda de rolos da Torá pela fundação Save A Torah Inc, do rabino Menachem Youlus.
A fundação (que, como entidade filantrópica, é isenta de impostos) compra na Europa e restaura Torás alegadamente escritas antes da Segunda Guerra. As histórias de Youlus, porém, são difíceis de comprovar. Por exemplo, o rabino teria encontrado recentemente muitos dos rolos ainda enterrados no solo de antigos campos de concentração, como Buchenwald, o que a maioria dos especialistas afirma ser impossível.
O grupo que o acusa – e que representa 80 mil sobreviventes e descendentes – informa que a Save A Torah pode ter obtido financiamentos com base em argumentos no mínimo fantasiosos e, no limite, inteiramente falsos.
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8.4.10
9.12.09
Torá escrita em público
Durante um ano, Julie Seltzer, soferet (escriba profissional), vai escrever um rolo da Torá, o mais importante objeto ritual do judaísmo, em público, no Museu Judaico Contemporâneo de São Francisco. A tarefa começou em outubro e termina no outono de 2010: em 62 folhas, 248 colunas e 10.416 linhas, a moça vai escrever 304.805 letras – daí o nome do projeto: “As it is written: Project 304.805 (The Torah Project)”.
Tradicionalmente, a Torá era escrita por homens e privadamente. A soferet não só vai trabalhar numa galeria do Museu, mantendo uma espécie de “exposição em progresso” aberta ao olhar do público, mas responderá a perguntas em sessões especiais e compartilhará informações sobre seu trabalho. O Museu é a primeira instituição pública do mundo a mostrar o processo de escrita da Torá. Os meios, como o bico de pena e o pergaminho, continuam os mesmos que eram há milênios.
Em torno da atividade da escriba, o Museu apresenta outras exposições sobre distintos aspectos da Torá (como objeto histórico, objeto ritual e tradicional), além de obras de artistas contemporâneos e exemplos da ornamentação da Torá ao longo dos tempos.
As reflexões de Julie sobre seu processo de trabalho e conteúdo do que escreve estão no seu blog: clique aqui para ler.
Tradicionalmente, a Torá era escrita por homens e privadamente. A soferet não só vai trabalhar numa galeria do Museu, mantendo uma espécie de “exposição em progresso” aberta ao olhar do público, mas responderá a perguntas em sessões especiais e compartilhará informações sobre seu trabalho. O Museu é a primeira instituição pública do mundo a mostrar o processo de escrita da Torá. Os meios, como o bico de pena e o pergaminho, continuam os mesmos que eram há milênios.
Em torno da atividade da escriba, o Museu apresenta outras exposições sobre distintos aspectos da Torá (como objeto histórico, objeto ritual e tradicional), além de obras de artistas contemporâneos e exemplos da ornamentação da Torá ao longo dos tempos.
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